Eu e a Tournesol
Descobri meu talento para a culinária no momento em que virei vegetariana e tinha que cozinhar para mim. Como sempre amei receber amigos em casa, passei a organizar almoços semanais e um chá da tarde duas vezes por semana. Naquela época, tínhamos tempo e passávamos o dia desenvolvendo receitas veganas deliciosas. Comíamos tanto que depois tínhamos crises de riso. Eu pegava os livros de culinária da minha mãe e tinha como meta fazer todas aquelas receitas em versões veggie. Desde então penso em oficializar essa paixão e fazer da comida um trabalho de verdade.
O tempo foi passando e, na correria para sobreviver, fui fazendo de tudo um pouco, buscando o ofício da minha vida. Até que, um ano e meio atrás, decidi montar minha empresa de culinária. Tinha acabado de voltar de Nova York super empolgada com todos aqueles restaurante gourmet vegan. Tudo muito bem feito com um sabor incrível. Percebi a carência desse tipo de produto no Brasil. O que mais tem por aqui é restaurante self-service cheio de comida sem gosto que nem eu, que sou vegetariana, vou. Queria ter o meu aqui em São Paulo. Pensei num bistrô, num café, mas depois de muitas contas entendi que a melhor opção para o meu bolso era começar com uma empresa de alimentos que fornece para estabelecimentos. Minha empresa foi batizada de Tournesol, que em francês é girassol, o símbolo do veganismo no mundo.
Comecei uma linha de hamburgueres congelados e trufas francesas. Tudo sem nenhum ingrediente animal. E para acabar com o paradigma de que vegetariano só come soja, meus produtos não utilizam soja. Faço hambúrgueres com três sabores: shitake, quinua e legumes ao curry. Nas trufas optei por usar o chocolate belga Callebaut. Fino, né? A Tournesol completou um ano de vida, ainda é um bebê. As vendas estão crescendo e todos que comem adoram e isso é o que realmente me deixa feliz. Eu acredito na Tournesol e é tão bom fazer algo em que se acredita. Estou com muitas idéias novas e em breve terei mais novidades para contar. Quem tiver interesse em experimentar meus produtos me mande um email: tournesolbr@gmail.com
Beijo
Tati
Pedalando e plantando com o Pedal verde
O Pedal verde é um movimento de ciclistas que querem contribuir com o verde da cidade de São Paulo. Eles se juntam uma vez por mês no viveiro Manequinho Lopes, lá no Parque do Ibirapuera. E de lá seguem caminho ao destino com as mudas e ferramentas na garupa das bikes. Amanhã, dia 25, será perto da minha casa, na Av Sumaré.
O único problema ,que eu imagino que não seja só meu, é o horário, A concentração começa às 8hs no Viveiro Manequinho Lopes. Se não fosse por esse pequeno detalhe eu seria presença cativa em todos os pedais. Acho demais esse tipo de iniciativa e quero muito contribuir. Então vamos ter força de vontade e amanhã quando o despertador tocar, vamos acordar feliz cantando a canção “...Quem sabe planta agora e cuida pra crescer...”.
O pedal verde está aberto para qualquer um que queira pedalar, plantar e apoiar o movimento.
Dicas do que levar para o plantio:
• Água para sempre ficar hidratado
• Ferramentas de manutenção de limpeza de canteiros e brotos ladrão
• Regador
• Adubo orgânico
• Chorume da sua composteira doméstica
• Alegria
• Muita vontade de ver a cidade com mais verde e com mais qualidade de vida
Um beijo
Tati
Plante você mesmo!
Amanhã dia 20, vai ter uma palestra sobre horta caseira orgânica e compostagem.
A palestra será ministrada pelo engenheiro agrônomo Marcelo Noronha e é gratuita.
O Marcelo é especializado em execução de projetos de hortas residenciais e projetos ambientais. Inclusive já montou a horta na casa de duas alunas minhas.
Eu tenho uma horta orgânica em casa, mas foi tudo feito no instinto, por isso achei ótima a oportunidade de aprender e tirar dúvidas nesse curso.
A palestra será ministrada pelo engenheiro agrônomo Marcelo Noronha e é gratuita.
O Marcelo é especializado em execução de projetos de hortas residenciais e projetos ambientais. Inclusive já montou a horta na casa de duas alunas minhas.
Eu tenho uma horta orgânica em casa, mas foi tudo feito no instinto, por isso achei ótima a oportunidade de aprender e tirar dúvidas nesse curso.
Marcelo Noronha abordará:
- Introdução à agricultura orgânica e agricultura urbana; teoria da trofobiose;
- Noções de fisiologia das plantas na absorção de nutrientes e luz;
- Tratos culturais: plantio, adubação, cobertura morta;
- Pragas e doenças; colheita;
- Horta em pequenos espaços (canteiros e vasos) com ervas condimentares e medicinais e hortaliças; compostagem.
- Introdução à agricultura orgânica e agricultura urbana; teoria da trofobiose;
- Noções de fisiologia das plantas na absorção de nutrientes e luz;
- Tratos culturais: plantio, adubação, cobertura morta;
- Pragas e doenças; colheita;
- Horta em pequenos espaços (canteiros e vasos) com ervas condimentares e medicinais e hortaliças; compostagem.
Lembrando que o curso é gratuito, mas é necessário fazer a inscrição por telefone.
Eu já fiz a minha.
Data: 20 de Outubro.
Hora: 19h
Informações e inscrições: (11) 3829-8109
Endereço: Rua Sergipe, 120, Higienópolis - São Paulo-SP (Laboratório Buenos Ayres)
N de vagas: 100.
Hora: 19h
Informações e inscrições: (11) 3829-8109
Endereço: Rua Sergipe, 120, Higienópolis - São Paulo-SP (Laboratório Buenos Ayres)
N de vagas: 100.
Meditar é coisa séria
No dicionário meditar é considerar, ponderar, pensar sobre, refletir. Não deve existir significado mais equivocado para uma palavra do que esse, pois na verdade meditar é exatamente o oposto de pensar. Meditar é não pensar em nada, é a parada das ondas mentais. De acordo com o livro Meditação do Prof. DeRose: “Dhyána é o termo sânscrito usado tanto para designar o exercício de meditação, quanto o estado de consciência obtido com essa prática. Ela consiste em concentrar-se e não pensar em nada, não analisar o objeto da concentração, mas simplesmente pousar a mente nele até que ela se infiltre no objeto. Portanto, o melhor termo em nossa língua para definir esse fenômeno é contemplação.”
Muita gente chega até mim dizendo que fez ou faz meditação. E quando pergunto as técnicas são das mais variadas e esdrúxulas possíveis.
A meditação é uma técnica do Yôga. Faz parte de um contexto e não deve ser praticada fora dele. Muitas filosofias e seitas a adotaram. Porém o resultado não é o mesmo de quando desenvolvida no Yôga. A prática isolada da meditação vai da ineficiência até resultados desagradáveis. Shivánanda explica em seu livro Autobiografia, na página 102: “o desenvolvimento unilateral não é muito benéfico”. Desenvolvendo apenas uma parte do Yôga há um desequilíbrio.
Numa pesquisa feita nos Estados Unidos com meditantes que não praticavam Yôga, mas eram adeptos de grupos, seitas ou associações de meditação. O resultado foi estarrecedor. Mais de 99% apresentavam distúrbios psiquiátricos seríssimos. Outro motivo muito simples do porque não se treinar apenas a meditação é que para um ocidental que mal consegue ficar sentado com as costas eretas e manter o corpo parado sem sentir dor, como ele vai para a mente? Para você meditar é preciso parar o físico, emocional e mental.
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